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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

MAX 2017 dobra expectativas de negócios em relação ao ano anterior

A Max – Minas Gerais Audiovisual Expo dobrou os números na área de negócios do evento em 2017. Foram realizados 450 encontros entre produtores de audiovisual e canais de televisão ou empresas distribuidoras de cinema, gerando expectativa de negócios em torno de R$ 380 milhões, quase duas vezes a estimativa do ano anterior. Minas Gerais foi Estado com maior número de projetos apresentados, com 290. Outros Estados somaram 167 propostas.

Max – Minas Gerais Audiovisual Expo

Durante os cinco dias da MAX 2017, também foram realizados 77 painéis, contabilizando quase 100 horas de capacitação e debates entre criadores, produtores, distribuidores e exibidores de conteúdo de cinema, televisão e internet, desenvolvedores de jogos e profissionais de artes gráficas, música e publicidade.

Realizada pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae Minas) e pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (Sistema Fiemg), por meio do Serviço Social da Indústria (Sesi-MG), a MAX 2017 se consolida como a maior iniciativa do poder público no Brasil de fomento ao setor audiovisual.

Rodada de Negócios

Coração da MAX – Minas Gerais Audiovisual Expo, a Rodada de Negócios cresceu significativamente em relação à edição passada, tanto em termos qualitativos quando em perspectivas de geração de negócios, saltando de R$ 200 milhões em 2016 para quase R$ 400 milhões neste ano. "Eu achei os projetos mais maduros e os produtores mais preparados nesta edição. Eu acho que nascerão bons frutos da MAX 2017", afirmou Krishna Mahon, da Imprensa Mahon (SP).

Mariana Ferraz, da EBC, também acredita que houve um salto de qualidade em relação à primeira edição. "Senti também nas rodadas de negócios e nos pitchings projetos mais maduros. Mas o legal desse tipo de evento é que aqui também é o lugar de produtores menos experientes mostrarem seus projetos e é o nosso papel orientá-los", afirmou a executiva da EBC.

Na Rodada de Negócios é onde acontece o encontro entre produtores independentes e os chamados players (canais de televisão, distribuidoras, programadoras, coprodutoras, investidores). Guilherme Dutra participou do evento em duas frentes. Como proprietário da produtora AFIRMA, ele atou como player e como ofertante. "De um lado, eu espero receber bons projetos, que caibam na AFIRMA, que é pequena. De outro, eu quero aprender um pouco mais com os grandes produtoras, saber os mecanismos para estabelecer intercâmbio, parcerias", afirmou Dutra, que, como ofertante, estava ali para "vender" a animação "Artmanha".

Os jovens Celso Meirelles Alves, de Belo Horizonte, e Plínio Lopes Godinho, de São Paulo apresentaram três projetos ao longo dos três dias da Rodada: as séries "Contos para TI" e "Como Parecer Culto em Seis Lições", além do longa "Vida da Morte". Antes da Rodada, a dupla participou do curso de capacitação, promovido pela MAX 2017, na segunda-feira. "Foi bom porque eles deram dicas importantes do que fazer nessa hora de apresentar as propostas. A gente fica sempre tenso", afirmou Alves.

Exibição de Filmes e Exposições

Além de fortalecer a cadeia produtiva do setor com as atividades que aconteceram na Serraria Souza Pinto, a MAX 2017 ampliou seus horizonte em relação à primeira edição. Levou diversão ao grande público com sessões diárias e gratuitas de cinema na Mostra Clássicos na Praça, na Praça da Estação, e inaugurou duas exposições: "Ofícios da Animação" e "Um Atrapalho no Trabalho", ambas no Museu de Artes e Ofícios.

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